Ponto de Vista de Vitória Ajeitei a bolsa de pano no ombro, sentindo a dor na costela fisgar a cada respiração. — Peguei o básico deles — avisei. — Duas mudas de roupas da Allegra, fraldas e o leite do Théo. Maximus nem respondeu. Ele simplesmente deu um passo à frente e arrancou a bolsa da minha mão com brutalidade. "Não encosta em mim", pensei, dando um passo involuntário para trás. — Francesca, pega a minha sobrinha — ordenou ele, apontando para a porta dos fundos. O vento gelado lá fora bateu direto na minha boca cortada, fazendo a ferida arder. — A gente vai nessa coisa? — sussurrei a pergunta ao ver o helicóptero. — Evite falar demais, cara mia! — A dona Francesca me aconselhou. Apertei Théo contra o meu peito enquanto os meus joelhos vacilaram na grama. Maximus estendeu a mão para me segurar pelo braço, mas eu puxei o cotovelo de volta. — Consigo andar — falei entre dentes. "Se eu desmaiar aqui, ele pega meu filho e leva embora", pensei. Subi os degraus de alumín
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