Nayla Se existia uma coisa que eu tinha aprendido desde que entrei na vida de Adir, era que elegância não estava apenas nas roupas, nos gestos ou nas palavras bem escolhidas. Elegância era, acima de tudo, controle. Controle das emoções. Controle das reações. Controle da própria postura, mesmo quando alguém à sua frente estava praticamente implorando para levar uma resposta atravessada. E naquele momento, sentada naquela mesa luxuosa na casa da minha futura sogra, olhando para as duas primas do meu noivo tentando me provocar de todas as formas possíveis, eu precisava usar todo o controle que tinha. Porque, sinceramente, minha vontade naquele momento era bem menos elegante. Eu queria enforcar uma delas. Talvez as duas. Mas eu não ia dar esse gosto para ninguém ali. Muito menos para Nathaly. Ou para Talia. Então eu respirei fundo. Peguei a taça de água que estava na minha frente e dei um pequeno gole, mantendo a postura ereta, os ombros relaxados e o sorriso discreto que um
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