Quando desligou o telefone, Ana entrou no carro com o celular ainda na mão. Isabela observou a filha se afastando, quis a chamar, quis dizer alguma coisa, mas hesitou. No fim, não disse nada.Ao perceber a cena, Ana começou a soluçar ainda mais. As lágrimas escorriam sem parar pelo rosto enquanto ela pedia ao motorista que seguisse.Mesmo quando chegou à casa antiga, as lágrimas ainda marcavam seu rosto.Ana parecia já não chorar, mas o semblante mostrava um desânimo profundo.Assim que ouviu o som do carro, Pedro saiu do saguão para esperá‑la. Quando viu o olhar sem foco da menina, o rosto lavado de lágrimas, se apressou em ir até ela, se abaixou e a tomou nos braços. Passou a mão pelo rostinho úmido e disse:— Está assim tão brava com a mamãe?Ana já tinha parado de chorar, mas ao ouvir o nome de Isabela, voltou a derramar lágrimas. Silenciosas, doloridas.Ergueu o rostinho, limpando os olhos com os punhos pequenos, e murmurou:— Eu... Eu não estou brava com ela, eu só...— Só o quê?
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