BIA..Quando tudo finalmente voltou a ficar em silêncio, eu percebi o quanto aquele silêncio era diferente dos outros. Não era vazio, não era solitário, era… meu.Pela primeira vez desde que tudo tinha desmoronado, eu estava em um lugar que, apesar de tudo, ainda era meu. A casa, o terreno, as lembranças, tudo aquilo ainda me pertencia.Respirei fundo.Eu precisava parar de agir como alguém perdida e começar a agir como alguém que queria recomeçar.Aquele homem ter ido até a minha casa, era um sacode da vida.Afastei o medo pra longe, lavei o rosto e fui até a bolsa. O dinheiro estava lá, intacto, pesado, quase assustador. Aquilo podia mudar a minha vida. Mas também podia acabar com ela se caísse nas mãos erradas.Olhei ao redor, pensando.— Eu preciso esconder isso…Falei baixo, como se alguém pudesse me ouvir.Depois de alguns segundos, tomei uma decisão que, em qualquer outra situação, pareceria completamente maluca.Saí pela porta dos fundos e fui até a pequena área onde ficava
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