Sigo as ordens e, às duas da tarde, bato meu ponto. Mauro vem até mim e me abraça, e Jonas entra bem na hora, ficando parado e nos observando. – Estou atrapalhando algo entre o casal? – ele fala, ríspido e sério. – Não, senhor Jonas, eu e a Mariza somos apenas amigos. – Mauro se explica, sem graça. Ele nos encara com uma expressão nada agradável e sai em direção ao escritório, chamando Mauro, que o acompanha. Só falta Jonas puni-lo também… respiro fundo e vou para o meu setor, onde tenho muito trabalho. Me dedico tanto que não percebo o tempo passar, até que alguém entra na sala: é Jonas. – Já acabou o seu expediente? – ele pergunta, sério. Permaneço calada. – Mariza, eu já estou indo. Quer uma carona? Fala comigo… está chateada porque eu troquei seu horário, é isso? – O que você quer de mim? Você não me deixa trabalhar! Não percebe que eu preciso disso? Preciso desse dinheiro, tenho compromissos para honrar… olha, me perdoa se te ofendi todas as vezes que nos cruzamos, eu falei
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