20. JONAS
Quando cheguei ao meu destino, tudo o que eu queria era ver Mariza. Eu precisava naquele momento de alguém para conversar, desabafar… e só consegui pensar nela. Vou direto para o seu apartamento. Ela me recebe em silêncio, apenas me analisando com um olhar atento. Percebo de imediato que ela entende que não estou bem. Ainda assim, noto um leve receio nos seus olhos. Peço um abraço e, depois de uma hesitação breve, ela corresponde. No impulso, acabo a beijando. Mariza é calma, doce… um amor de pessoa. Ela cuida de mim sem fazer muitas perguntas, e acabo dormindo no seu apartamento. Na manhã seguinte, acordo abraçado a ela. Por um instante, fico em silêncio, apenas sentindo o cheiro dela tão perto, tão bom… Mas assim que ela percebe a proximidade, se afasta num movimento rápido, como se tivesse levado um susto. – O que aconteceu? Eu tenho alguma doença? Você não é normal! — ela dispara, assustada, já sentando na cama. – Calma… não é nada disso. Vem cá… deixa eu te agradecer por ter m
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