Seja Minha

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Resumo
Índice

Rosemary ou Rose, como prefere ser chamada, mora em um convento desde seus onze anos de idade. Com uma mãe extremamente religiosa a menina não vê uma saída daquele lugar cheio de regras ou daquela vida extremamente chata e tediosa. Até que em uma brincadeira entre amigas, acidentalmente acabam chamando a atenção de um demônio. Agora a garota descrente se vê completamente perdida ao ficar cara a cara com um demônio e esperar que ele apareça toda noite em seu quarto.

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42 chapters
Capítulo 1
— Vamos Rose! Precisamos fazer alguma coisa divertida ou vamos morrer de tédio! - olhei para a menina de olhos azuis que estava na minha frente e rolei os olhos. Brenda tinha os lindos olhos azuis arregalados de excitação, enquanto sorria de lado e apertava minha mão, dando leves puxadas para irmos em direção a porta. — Brenda... - olhei ansiosa para a porta e depois para as quinze camas no quarto. Seis camas estavam desocupadas, quatro de suas respectivas donas se encontravam no porão nesse exato momento, e tinha nós duas, discutindo aos sussurros a minha ida para participar dessa estupidez. Não que eu estivesse com medo... Okay, talvez eu estivesse um pouco receosa, mas o que me segurava realmente dentro do quarto era a possibilidade de ser pega pela irmã Maria. Eu realmente não era fã de ficar ajoelhada no milho enquanto rezava incontáveis "Ave Maria's". — Eu realmente não acho uma b
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Capítulo 2
Eu não entendia ainda como não conseguia gritar. O susto foi tão grande que o meio do meu peito estava doendo, mas por que eu ainda estava parada com a boca aberta olhando para aquilo que com toda certeza era um vulto preto no canto da parede? Por que o que quer que aquilo fosse não nos matou ainda? Ou me matou? Ou possuiu, sei lá... Conforme eu divagava eu sentia meu pânico crescer. Seja o que quer que aquilo fosse, estava claro que estava brincando comigo.— Rose, tudo bem? - meu corpo pulou automaticamente ao ouvir a voz de Rebecca. Não tinha percebido seus suaves roncos pararem e pior ainda, seu tronco se erguer da cama e sua mão acender a luz. Queria gritar para que ela não acendesse aquela luz, porém minha voz ainda estava presa na garganta e eu ainda tinha os olhos fixos naquela sombra que não pareci
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Capítulo 3
Andei cautelosamente ao lado de Brenda enquanto íamos tomar o café da manhã, e depois todas nós limparíamos o refeitório. Quatro dias tinham se passado desde o dia em que fomos ao porão. Quatro dias em que eu tinha um visitante oculto em meu quarto, que eu tentava inutilmente me forçar a acreditar que era coisa da minha cabeça. Afinal, ele não fez nada com nenhuma de nós. E o fato de somente eu conseguir vê-lo, me fazia insistir nessa ideia de que eu o inventei.— Você está muito estranha! Por que exatamente está seguindo a Linda e a Laura? - a voz curiosa de Brenda ecoou e eu olhei para ela com a sobrancelha franzida.— O que? Eu não...— Rose, você fic
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Capítulo 4
— Você vai me matar? - minha voz saiu em um sussurro. Incrivelmente eu não estava tão assustada quanto eu deveria estar. Meu coração ainda batia tão acelerado quanto as asas de um beija flor, mas eu acreditava profundamente que aquilo era uma reação a presença dele. Alguma coisa haver com o nosso corpo detectar o perigo, antes mesmo dos nossos olhos ou cérebro. Porque de uma coisa eu tinha a completa certeza, eu não estava tão assustada assim. E isso só confirmava o que Brenda me dizia sempre: Que eu não era uma pessoa normal.— O jure ainda não se decidiu quanto a isso. - embora eu não pudesse vê-lo, eu podia ouvir o toque de divertimento em sua voz. Ele estava querendo mexer comigo.— O que você
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Capítulo 5
— Quem está aí? - a voz grossa de irmã Maria ecoou e eu senti meu coração falhar uma batida. Que flagra desgraçado! Eu podia sentir cada cédula do meu corpo travar.— Dela você tem medo?! - a voz de Nathaniel sendo sussurrada em meu ouvido me tirou do meu torpor e me lembrou que eu ainda tremia próximo a ele. — Inacreditável. - seu sussurro foi a única coisa que eu ouvi antes de olhar para trás e me deparar com irmã Maria segurando uma lanterna acesa e me olhando com fúria.— Rosemary! O que pensa que está fazendo fora de sua cama? - mesmo sua voz subindo algumas oitavas, irmã Maria ainda tinha a voz grossa como a de um fumante. Ela desceu as escadas tão rápido que eu me admirei que uma sen
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Capítulo 6
Encarei o escuro do alto daquelas escadas. Meus joelhos e braços doíam muito, mas aquilo não era nada comparado a dor da humilhação de ter passado por aquilo. Abracei meus braços, sentindo a manga longa da minha camisola de algodão se grudar em meus ferimentos e dei o primeiro passo cuidadoso que me levaria para o final daquele lance de escadas. O ambiente estava quieto, calmo até. O único barulho que ecoava era dos suspiros trêmulos que eu dava ao tentar segurar o choro que insistia em tentar sair. Porém mais do que saber, eu podia sentir a presença dele ali. A presença, que eu sabia no fundo do meu ser, que nunca tinha abandonado o meu lado e viu cada agressão e humilhação que eu passei. Aquilo me deixava extremamente envergonhada.Sem que nenhum de nós dois dissesse al
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Capítulo 7
Assim que Nathaniel saiu eu abracei meu corpo respirando profundamente. Eu não tinha ideia de como as coisas tinham acontecido tão rápido. Em uma hora eu estava extremamente assustada por ser observada por uma sombra negra e na outra minha sombra tinha um rosto extremamente belo e eu estava ficando caidinha por ele. Como isso aconteceu?!Nathaniel tinha um efeito sobre mim que eu não sabia explicar. Prova disso era meu corpo arrepiado sentindo falta do calor aconchegante que emanava do corpo dele. Droga, ele tinha acabado de sair e eu já o queria de volta. Eu realmente era estranha, como ele gostava de irritantemente me lembrar.Encostei meu corpo na mesa e fechei os olhos. Agora que ele não estava aqui eu conseguia sentir meu corpo protestar por estar tanto tempo acordado. E minha cabeça
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Capítulo 8
— Uau, esse poder ai é bem util. - murmurei com lágrimas nos olhos e engoli algumas vezes. Nathaniel me olhava meio chocado, por fim rolou os olhos e eu jurava que ele estava querendo me chamar de estranha. — Lúcifer, uh? - tossi mais algumas vezes — Isso é... uau... Nem sei o que dizer para falar a verdade. Você é algum tipo de príncipe do inferno? - ele deu de ombros depois de um tempo. — Você não se dá bem com ele? - a pergunta soou bem idiota, mas esperei que ele respondesse mesmo assim. Nathaniel respirou fundo e depois deu de ombros novamente. Ele estendeu sua mão e acabou pegando um dos lanches que ele tinha comprado. Me perguntei se aquilo era uma tentativa de acabar com a conversa. — Estou te aborrecendo?— Você não me aborrece, Rose. - ele disse depois de
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Capítulo 9
As mãos quentes de Nathaniel me apertavam firmemente contra seu corpo, a cada batida de suas asas éramos impulsionados para mais alto. Mesmo vivendo aquele momento, ainda não entrava na minha cabeça que estávamos voando.— Eu não acredito que estamos...— Eu sei, é uma das melhores partes dessa vida que eu tenho.— Todos os demônios tem asas?— Não. Só os importantes. - ele piscou em minha direção e eu ri. — Segure-se! - ordenou, embora não precisasse. Eu estava tão colada a ele quanto era possível, e eu sabia que ele nunca me deixaria cair. Nathaniel deu um impulso forte para cima e logo depois nos vir
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Capítulo 10
— Você está bem? - estávamos na mesma posição, corpos colados e unidos pelos nossos sexos, quando sua voz ecoou baixinho em meu ouvido. Assenti com a cabeça, incapaz de achar minha voz naquele momento e senti meu corpo se arrepiar sem minha permissão, reagindo ao timbre gostoso da sua voz. Eu estava completamente envergonhada, tínhamos acabado de fazer sexo e meu corpo estava pedindo por mais daquilo. — O que foi? Está quieta, arrepiada... - suas mãos passaram lentamente pelos meus braços. Prendi os lábios entre os dentes para não deixar o suspiro escapar. Nathaniel afastou seu corpo do meu e se jogou ao meu lado. Meu corpo automaticamente sentiu falta do seu calor. Olhei para ele no exato momento em que ele levava a mão até o meio de suas pernas e eu o via retirar uma camisinha, que eu nem tinha percebido ele colocar. Desviei o olhar enquanto corava. — Quer voltar? — Eu estou bem. - me
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