Ilha Sul - Livro Um

Ilha Sul - Livro UmPT

Sabina Rambova  Em andamento
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Resumo
Índice

Acompanhe o crescimento de Lidia, conheça os amores e desventuras dessa jovem ao mudar-se para Ilha Sul. Um romance de época em que nada é o que parece, exótico e belo, cheio de alegrias e dores. Essa é a primeira parte do romance de aventura que narra com simplicidade e força a vida de homens e mulheres que ousaram desbravar novas terras. Bem-vindo a Ilha Sul.

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10 chapters
REENCONTRO NA ILHA SUL
Do vapor avistou as pessoas que aguardavam no porto, ainda sem poder distingui-las, ouviu alguém se aproximar. Era Diana, sua companheira na viagem até a Ilha Sul. Sorriu para a amiga.– Lidia, vê aquelas pessoas esperando? - Diana parou ao lado dela no deque.– Creio que seja meu irmão e minha cunhada… - Lidia avistou meia dúzia de pessoas que aguardavam no cais.– São as únicas pessoas brancas que encontrará na ilha, sedentas por novidades, e você querida Lidia, será essa novidade – Diana lhe sorriu de forma maliciosa. Lidia nada disse, sabia o que fazia ali, de fato, a cunhada escrevera que daria a luz no fim de julho, não solicitara explicitamente a ajuda de Lidia, mas ela entendera que precisavam dela. Recordou a ocasião da vinda do irmão para a ilha. Quando o irmão fora designado para administrar a Ilha Sul, a família não aprovou, estava recém-casado, e o pai queria que ele tomasse conhecimento sobre os negócios da família. Mas na
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JANTAR DE BOAS VINDAS E CAVALGADA NOTURNA
Uma semana se passou desde a chegada de Lidia e da senhora Diana Elliot-Crowford, uma semana tranquila, a comunidade da Ilha Sul poderia dizer, obviamente que as convidadas do governador eram o assunto do local. Como é possível prever, não havia muito para se ver ou falar em Ilha Sul. Diana, a fama já lhe precedia, mas ficara ocupada de mais, cuidando dos assuntos da propriedade que o marido deixara, fora um ou outro comentário sarcástico e a recusa total de frequentar a missa, a senhora Elliot-Crowford não causou muito alvoroço. Antes que se perguntem sobre Lidia, é preciso informar que nada para ela era espantoso ou incomum. É claro que haviam assuntos incômodos e que a levavam a choques momentâneos, esses normalmente eram resolvidos com intervenções acaloradas da própria Lidia. Por tanto, se algo ocorreu que possa ter chocado aos cidadãos locais, Lidia ignorou totalmente… Talvez, não fosse um pequeno jantar de boas vindas dado um dia após a
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PASSEIO NA SELVA
Foi em uma tarde ensolarada de sexta-feira, após dois dias de chuva torrencial, enquanto Lidia ajudava a cunhada no jardim, que chegou o convite para um chá na casa dos Hardy. Selene trouxe o convite com cara de quem já conhecia a reação que se seguiria. As duas jovens que cuidavam do jardim, sentaram-se sob a pérgola decorada com flores de jasmim, Kat leu a invitação.– Ela quer que nos juntemos a ela no chá das 17h00, amanhã… Kat ergueu a sobrancelha e torceu os lábios com desagrado. Uma suada Lidia, lutava com a franja grudada na testa, enquanto expressava sua indignação para com o convite.– Mas que absurdo, depois de tudo! É claro que você… - Sorriu de repente.– Ah, sábado temos o convite de Victor e Matilda – Kat olhou com surpresa para Lidia – Você sabe, para vermos a sede da futura escola?– Sim, temos. Mas temo que não possa acompanhá-los no sábado, são quase duas horas a cavalo ate a aldeia e… - Kat apontou para a barr
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BAIA DA LUA CRESCENTE
Passaram-se dez dias desde a ida a aldeia, Lidia mantivera-se ocupada, fosse ajudando a cunhada com os preparativos para chegada do sobrinho, fosse em conversas sobre a politica e história locais com Peter e Travis ou com os agradáveis passeios ao fim do dia com Matilda, cada dia mais próximas as novas amigas se tornavam. Também havia algo que ocupava bastante seu tempo livre, Lidia tentava processar o fato do aumento entusiasmado das visitas do doutor Bysshe a casa do governador, fato observado até mesmo por Allen, certa tarde, quando Lidia saia para um de seus passeios com Filosofia. Em uma manhã, Lidia descia para o desjejum, quando escutou o piano, não uma melodia, apenas acordes soltos. Caminhou até a sala, julgou ser o irmao que ainda não saíra para a sede do governo, qual não foi sua surpresa. Em pé ao lado do piano, dedilhando algumas teclas, um alinhado senhor Hardy parecia distraído e relaxado. Lidia se aproximou, limpando a garganta com o objetiv
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FESTIVAL DE VERÃO
Alguns dias antes do Festival de Verão, dois encontros intrigantes aconteceram na vida de Lidia, deixando-a ainda mais ansiosa para a tão prometida festa. O primeiro, se deu ao entardecer de uma sexta-feira, Lidia e Diana caminhavam pela rua principal da cidade, observando a movimentação da população organizando-se para o festival que viria em alguns dias. No exato momento em que passavam pela igreja, padre Maugham abriu a porta do local, sorridente Lidia o cumprimentou.– Padre Maugham! Como vai o senhor? - Assim que viu as duas mulheres o pároco fez menção em voltar para dentro da igreja, mas devido ao cumprimento da irmã do governador, não teve escapatória.– Senhorita Lidia – O reverendo fez um meneio de cabeça cortês – Senhora Elliot-Crowford… Como estão? Foi Lidia quem respondeu, era sabido por todos o total despreza que Diana nutria por clérigos e instituições normativas, como a Igreja.– Estamos bem, obrigada. Ansiosas para o ev
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AÇÃO E CONSEQUÊNCIA
As jovens sentaram-se cada uma de um lado de Victor, sorrindo para as duas, o médico as saudou. Lidia ouviu o motivo de Travis chamar Peter, já era hora de começar os ritos do povo e Travis achou por bem, que Peter e alguns homens observassem as organizações. Aquele ano, o festival recebera muitas pessoas de fora, aliado ao fato dos tripulantes do Tifão não estarem muito felizes por sua retenção, Travis temia que alguma confusão pudesse surgir em meio a multidão. Victor observou Lidia, seu perfume doce e o contraste das flores contra seu cabelo, não pode evitar reparar no desenho que o vestido ajustado fazia em seu decote e cintura. Victor mexeu-se desconfortável na cadeira, censurando-se por ter pesamentos de tal espécie, mas a garota sentara-se ao seu lado e foi como se seu sangue fervesse lentamente. Ignorando os sentimentos que despertava, Lidia observou entusiasmada o verdadeiro Festival de Verão ter início. Rapidamente um espaço foi abert
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PECADO E ESPIAÇÃO
Lidia e Selene chegaram a casa de Matilde próximo ao horário do almoço, a porta estava aberta e na casa não se ouvia um único ruido. Caminhando até a sala, Lidia deu de cara com a amiga em frente a escada que levava aos quartos.– Lidia! - Matilda suspirou aliviada ao ver a amiga, abraçando-a carinhosamente, perguntou.– Como está? - Matilda tentou sorrir, esta dando de ombros, respondeu-lhe com outra pergunta e um sorriso amargurado.– Como Cinthia está? Matilda nada disse, com sobrancelhas franzidas, fez sinal para que Lidia a seguisse escada a cima. A dona da casa abriu a porta do quarto de hóspedess suavemente, Lidia escutou quando ela disse que a amiga tinha vindo ver Cinthia, ouviu passos, era Nadia. Assim que Nadia viu Lidia, correu para abraçá-la, mas a visitante apenas pode dizer em voz sufocada.– Sinto muito… Nadia pegou a mão de Lidia e fazendo-a entrar no cômodo, em um sussurro disse-lhe.– Ela es
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RECONSTRUÇÃO
Naquela tarde, assim que Lidia ouviu a carruagem da senhora Elliot-Crowford se aproximar, desceu correndo as escadarias da mansão e aguardou na porta, como fizera anteriormente com Matilda e Peter. A mulher desceu sorridente, aceitando a mão que Lidia estendia, esta ansiosa demais não se conteve.– Então? Diana riu da garota, pegando em seu braço disse-lhe.– Ajude esta velha a sair do sol e ofereça um refresco, então falaremos… Lidia quase arrastou a senhora Elliot-Crowford para dentro da casa, gritando por Selene e um refresco. Diana sentou-se em uma das grandes poltronas da sala de estar, Lidia a seus pés encarava-a como se dela dependesse o ar em seus pulmões.– Confortável senhora? – Disse Lidia, que notara o sorriso incontido de sua amiga. Apesar do mistério feito pela senhora, Lidia pressentiu boas notícias. Selene chegou com os refrescos e logo Katherinne se juntou a elas. Ouviram a história de Diana at
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PAULA
Observava tudo, compreendia tudo, guardando para si o que julgava impróprio ao mundo e mais ainda sabia seu lugar em tal mundo. Assim fora educada e assim julgou que seria durante muito tempo. Lembrava-se de quando era menina, todas as coisas que fora proibida de fazer por não convirem a uma dama de sua fortuna. Amargava no fundo da garganta as brincadeiras que perdera por não poder se juntar as outras crianças, por ter que seguir as regras, regras que ela não tinha criado para uma vida que ela não escolhera. Na terça-feira quando ouviu o barulho dos cavalos no lado externo de sua casa, correu a janela, ouviu o riso do marido e pensou que desfaleceria ao ver com quem Karl confraternizava tao animadamente, a irmã do governador e Matilda. Paula Hardy, sentiu vontade de correr até a porta e falar umas verdades para aquelas garotas tao inapropriadas e rebeldes. Explicar-lhes que haviam condutas a serem seguidas e que tais coisas existiam, para que
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FINALMENTE AMOR
Passaram-se vinte dias desde que Lidia vira Arthur pela última vez, a expressão distante do rapaz e todo o constrangimento que os cercou naquele último encontro não a abandonou durante certo tempo, ainda assim, decidira que existiam coisas mais importantes para priorizar. Muito para sobreviver aquele sentimento de vazio, muito mais porque fazia parte de seu modo de ser, nunca ser a vítima, quando tantas vítimas existiam no mundo. Nestes poucos dias em Ilha Sul, vira o que era satisfação e real sofrimento, com a diferença que a satisfação sentira na pele enquanto o sofrimento estivera apenas diante de seus olhos, sentiu-o por empatia, mas não realmente em sua alma. Tudo isso fazia-a pensar, que um engano romântico não era nada, perto de toda dor que estava tão perto dela, e da qual sempre estivera protegida. Foi com essas ponderações, após muito se perguntar, não encontrando o motivo para a rejeição de Arthur, que Lidia decidira que havia muito no mundo para
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