Escolhas

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Cristina Valori  concluído
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Resumo
Índice

Em um sábado como outro qualquer, Fabiana se vê diante de uma situação que a faz questionar sobre a sua tão perfeita vida. O destino exige uma escolha difícil: lutar contra um novo sentimento ou se entregar a ele? Por que estava sendo testada daquela forma? Aceitando que no amor não existe o certo ou o errado, e que seu coração egoísta é o verdadeiro dono de todas as suas decisões, Fabiana deixa a culpa esquecida em algum canto de sua mente, e aceita as transformações. No entanto, o destino, um tanto traiçoeiro, resolver intervir novamente, provando que nem sempre as escolhas são tão simples quanto aparentam. . E você, o que faria? Seguiria seu coração?

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25 chapters
Capítulo 1
Não sei se você sentirá pena, raiva, desprezo, amor ou paixão. Se tomará para si a minha história, mas, mesmo assim, vou lhe contar.Aconteceu como qualquer clichê de um bom livro de romance, daqueles em que basta um olhar para todo seu mundo sair do eixo. Confesso que várias vezes me perguntei se seria assim mesmo ou se tudo não fazia parte de uma ficção. Nunca soube o que era ter esse olhar, nem quando conheci o meu marido. Sim! Eu sou casada! Pensou que seria fácil? Se fosse, não estaria aqui contando o que vivi e ainda vivo.Alguns poderiam dizer que fui muito bem-casada, e a sua maneira, meu marido era atencioso e carinhoso comigo e com os nossos três filhos. Sempre tive tudo: apoio da família e amigos, carinho, dinheiro, amor... Será? Por causa desses detalhes, me perguntava a toda hora o porquê de ter acontecido aquilo comigo. Destino? Pode
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Capítulo 2
Bom, você pode imaginar como foi o meu final de semana? Uma batalha quase perdida para manter a calma e ficar centrada.Naquele sábado, saímos do estúdio mais tarde do que imaginávamos. A tatuagem do Sérgio era grande e rica em detalhes e levou um tempo precioso para ser concluída. Meu marido me perguntou a necessidade de outra sessão, e foi nesse ponto que surgiu a primeira de muitas mentiras. “Estava doendo e comecei a ficar de saco cheio”. Lógico que ele acreditou, não havia motivos para suspeitar uma vez que nunca se submetera à dor.Depois do estúdio, fomos direto para a casa dos meus cunhados, policiei-me o quanto pude para permanecer na conversa. Entretanto, regressei por várias vezes àquela sala, tão nítido quanto possível, ainda sentia o aroma do Gustavo, a cadência de sua voz e os olhos cor de azeviche. Quando re
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Capítulo 3
Ele soltou a minha mão quando entramos na sua sala e, mesmo assim, percebi que relutou em fazê-lo. Senti-me abandonada quando perdi o seu calor e sem que eu percebesse, ele me tranquilizava. Agora me diz, onde eu andava com a cabeça? Estava tão perdida!Acomodei-me na maca e observei seus gestos. Ele ligou o iPod e, imediatamente, uma melodia saiu nos alto-falantes da sala: Extreme – More Than Words nos envolveu. Já falei que amo ouvir música? Sempre tenha em mente que quando digo amo estou me expressando por meio de letras garrafais. Ela me acalma, me excita e permite viajar, assim como um bom livro.Durante a minha história, você perceberá que muitas músicas aparecerão e esse detalhe não foi por acaso. Em um de nossos encontros, Gustavo me disse que trabalhava melhor quando a sala era preenchida pela mistura dos sons de uma bela canção com o ru&iacu
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Capítulo 4
Ele me levou a uma cafeteria próxima ao estúdio. Um local simples, porém, aconchegante com mesas na parte da frente e, nos fundos, alguns sofás. No canto direito, bem ao lado do balcão, revistas e livros foram disponibilizados para os clientes. As paredes brancas com detalhes em creme serviam de apoio para vários quadros com figuras de sucos, doces e lanches.O ambiente estava praticamente vazio e os poucos frequentadores se misturavam com o aroma do café, com o tilintar de louças sendo lavadas e as vozes sussurradas da TV. Sentamo-nos na última mesa, um de frente ao outro. Gustavo pediu um suco com pão de queijo e eu pedi o meu básico, café puro. Não tinha fome e, graças ao meu nervosismo, comer era a última coisa que conseguiria fazer.Outra vez a conversa transcorreu de forma natural. Contou-me um pouco mais sobre a sua profissão, a época da faculda
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Capítulo 5
 A minha vida voltou “quase” ao normal. Depois de tanto chorar e fazer promessas e mais promessas, resolvi segui-las dentro da normalidade costumeira.O trabalho ajudava bastante, mantinha a cabeça ocupada. Em casa, como sempre, as crianças me davam trabalho e, até certo ponto, uma excelente distração. No casamento, aí... já era outra história. Estar presente, de corpo e alma, demandava um rigor severo. Com o mínimo de esforço, meu último pensamento antes de adormecer e o primeiro da manhã voltavam-se para o Gustavo. Tirá-lo da mente tornou-se, independentemente do meu empenho, uma tarefa hercúlea.O marido percebeu o meu afastamento e questionou, mas eu sempre encontrava uma mentira para contar. Como a gente aprende a mentir, né? Às vezes, o cansaço era o vilão; no outro dia, problemas no serviço ou a desobediência
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Capítulo 6
Cheguei um pouco atrasada do almoço, mas ninguém percebeu. Naquele dia, o meu chefe participava de uma reunião fora da cidade, então não precisei dar satisfação a ninguém, além do meu cartão de ponto, claro. Na realidade poderia demorar o quanto quisesse, só não era irresponsável o suficiente para agir daquela forma, pelo menos no emprego.Permaneci por uns longos minutos, sentada no meu espaço, saboreando a adrenalina por beijá-lo, o medo de sermos vistos juntos e a culpa pela traição. Passada a euforia, o peso da minha atitude trouxe-me a falta de ar. Inspirei fundo algumas vezes, acalmei o meu coração enquanto as perguntas se formavam. O que eu faria? Viveria o meu romance em segredo? Equilibrando um amante e um marido? Desistiria de tudo para ficar com o Gustavo? O que os meus filhos pensariam de mim? E os meus pais? E que beijo foi aquele?
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Capítulo 7
Os dias se passaram e a saudade de Gustavo só aumentava, o sentimento exigia sua voz sussurrando no meu ouvido, o sorriso contagiante e o calor de seu corpo junto ao meu.Pensei, durante toda aquela semana, em responder à mensagem de texto, porém, por medo, me contive. O ideal seria apagá-la, contudo, a paixão nos torna irresponsáveis diante de alguns atos e, baseada nesse princípio, fiz questão de salvá-la no computador do trabalho. Às vezes, ela se revelava um bálsamo para a saudade. Verificar o celular em busca de recados não lidos ou, quem sabe, de coragem para demonstrar o meu amor, virou uma rotina. Compreendi o quanto seria difícil continuarmos às escondidas, me preocupar em ser vista ao seu lado, nos nossos almoços; deixar o telefone visível para ser descoberta, caso alguém mexesse nele; esconder de todos a minha ansiedade; controlar os m
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Capítulo 8
Depois de uma noite maldormida, precisei dos recursos da maquiagem para disfarçar as olheiras, me peguei várias vezes olhando para as crianças e lembrando-me de uma época em que tirar notas boas na escola era o maior dos meus problemas.Meu marido saiu antes do horário habitual, após receber uma ligação que o deixou apreensivo e inquieto. O egoísmo ofuscou o bom senso, a ponto de eu ignorar o bem-estar do pai dos meus filhos. Fui ao trabalho com a angústia serpenteando mais um dia que, antes do Gustavo, seria rotina. Sempre fui uma pessoa confiante e prática, mas aquela situação me colocava à prova de todas as maneiras. O medo de ele não aparecer no almoço como havíamos marcado controlava a forma robótica como desenvolvi o serviço naquela manhã. E, infelizmente, meus instintos me avisaram do perigo, esperei por uma hora no &l
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Capítulo 9
Você conseguiria dormir sabendo que o dia seguinte seria essencial para concretizar a sua decisão? Então, eu não consegui. Passei a noite em claro imaginando mil cenários divergentes. Situações em que tudo saía exatamente como planejado ou nada daria certo.Pensei na roupa que usaria e, claro, na lingerie também. Minha inocência perdida compreendia exatamente qual seria o final daquele encontro. E, mesmo que fosse totalmente errado, desejei que terminasse nos braços do Gustavo.Levantei-me antes do toque do despertador, preparei o café da manhã e o lanche das crianças. O meu marido havia saído antes do amanhecer para não pegar trânsito na estrada. A distância da sua viagem não era longínqua, porém, não arriscaria chegar atrasado no compromisso. Estava tão concentrada no que aconteceria naquela tarde, que não
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Capítulo 10
Cheguei à casa de Rita com a sensação de ter dentro do peito o brilho de todas as estrelas. Lógico que minha cunhada percebeu a diferença, afinal elas não pareciam nada sutis. O sorriso esfuziante, o caminhar leve, os suspiros perdidos... Deixei a minha resposta seguir dentro da simplicidade que o momento oferecia: “estou bem”. Seu olhar questionador era um prelúdio do que viria a seguir, contudo, naquela noite, não havia réplicas a serem dadas. Sempre existiria o dia seguinte.A agitação dos meus filhos não atrapalhava a minha felicidade. Seus gritos, as risadas exageradas, as brigas costumeiras entre os três. No entanto, a Nicole foi a única que realmente prestou atenção em mim, me perguntou o motivo da minha alegria. Engraçado como as mulheres – até mesmo as inocentes – são sensíveis. Outra vez, a resposta veio c
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