O Princípio - Escuridão Infinita

O Princípio - Escuridão InfinitaPT

J. C. Widell  Em andamento
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Índice

Se pudesse descrever o inferno ele seria uma data: 22 de agosto de 2012. O dia em que mostrou o seu verdadeiro rosto. Os gritos de Pânico ainda né atormenta, o cheiro de morte ainda me acompanha como se fôssemos amigos inseparáveis. Naquele dia minha vida mudou. Milhares de humanos se transformar em monstros, tiveram suas almas sugadas e transformadas em criaturas sedentas por cabe humana. O apocalipse era apenas o começo, e seus cavaleiros se apresentou um a um. Até finalmente surgir a morte, em forma de uma bola de fogo devastadora e imbatível, que foi capaz de mudar para sempre o rumo natura da terra. A sobrevivência se tornou a minha principal meta, e foi o que fiz nesses oito últimos anos. SOBREVIVI.

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Epígrafe
__________Epígrafe"O sol ainda brilhava no céu, quando um grande terremoto abalou toda a cidade. Muitos prédios, casas e templos ruíram. A correria e o pânico tomaram conta de todos. Ainda com a terra tremendo debaixo de nossos pés, um grande eclipse se sucedeu, deixando toda a região às escuras. Mas tarde soube-se que muitas outras cidades também viram o sol escurecer. Esta noite que tomou conta do dia perdurou por vários minutos. Em seguida abriram-se os túmulos e muitos corpos de mortos que ali repousavam há anos acordaram, se levantaram e caminharam em direção as cidades. Eram muitos mortos, centenas, todos caminhando em direção à cidade. Um pavor indescritível tomou conta de todos ao perceberem que a cidade havia sido tomada por mortos, que ainda vestia
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Prólogo - Antes
Salão Oval — Casa Branca — Washington D.C19/08/2012 - 19h45minO Salão Oval estava sendo iluminado por uma ofuscante luz de tarde que atravessava a histórica, mas moderna, janela central, fazendo com que a pele do presidente ficasse delicadamente morna.Seus olhinhos minúsculos encaravam o céu com um aperto no coração. Aperto este que o estava incomodando desde o último encontro com os líderes mundiais na sede da ONU.Ele se lembrou das discussões em debate. Queria resolver todos os problemas com um estalar de dedos, mas sabia que não era assim que funcionava, não com os países imunes aos atentados que não paravam de aumentar.E eles precisavam fazer algo, tomar medidas drásticas, m
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Prólogo - Agora
Nova York — Central Park2020 Meados de março — Hora incertaA tênue luz alaranjada iluminava uma estrada deserta qualquer.A neve rodopiava lentamente seus minúsculos globos de gelo, que se acendiam ao contato com a luz. Árvores retorcidas, ressecadas e cobertas por neve, davam um ar assustador a quem as olhava.Mostrando indícios fantasmagóricos de um Central Park que há muito tempo não existia.Sobre uma estrada encoberta por gelo, um ser desafiava a densa tempestade de neve que caía sem parar. Ele cavalgava em cima de um cavalo marrom escuro.A tocha tremulava uma chama quase morta, que insistia em desafiar os ventos gelados do dia que se transformara em noite. Sobre o cavalo, um jovem rapaz com longos cabelos e barbas ralas olhava para frente, como se procura
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Capítulo Um - O Eclipse
Se pudesse descrever o Inferno, ele seria uma data: 22 de agosto de 2012. O dia em que mostrou seu verdadeiro rosto.Os gritos de pânico ainda me atormentam, o cheiro de morte ainda me acompanha como se fôssemos amigos inseparáveis. Naquele dia, minha vida mudou, milhares de humanos se transformaram em monstros, tiveram suas almas sugadas e transformadas em criaturas sedentas por carne humana. O Apocalipse era apenas o começo, e seus Cavaleiros se apresentaram um a um, até finalmente surgir a Morte em forma de uma bola de fogo destruidora e imbatível, que foi capaz de mudar para sempre o rumo natural da Terra. A sobrevivência se tornou minha principal meta, e foi o que fiz nesses oito últimos anos.Sobrevivi!As redes de comunicações globais simplesmente deixaram de existir. Celulares, Internet, jornais e rádios; pararam de transmitir seus noticiários. O Comunismo e a corrupção deram lugar à luta escassa pela sobrevivência, o
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Capítulo Dois - Desastre
Sub. E se iniciou o fim22/08/2012 11h49minO eclipse finalmente estava prestes a acontecer. A tela do jornal foi dividida em duas. Uma mostrava o sol brilhante, supremo em seu trono solitário à espera de sua companheira com quem há décadas não se reencontrava.A outra mostrava cenas do mundo todo. Centenas de pessoas de várias etnias e cores eram vistas. Todas unidas por algo em comum. Unidas olhando para um lindo e brilhante céu. Muitas delas segurando seus celulares, pois queriam registrar cada segundo do fenômeno. Sorrisos e olhares curiosos esperavam pacientes. O Central Park nunca esteve tão lotado. A repórter informava que devia ter mais de cem mil pessoas, somente na área filmada, o que era incrível. Todos realmente queriam presenciar o eclipse. As principais praças do mundo se encontravam lotadas.<
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Capítulo Três - Depois do Eclipse
Sub. Depois do Eclipse22/08/2012 13h27minO barulho e a tremedeira finalmente tinham dado uma trégua. E, com sua ausência, o silêncio sepulcral tomou conta. Devia ser pelo fato de ter perdido temporariamente a audição devido ao terrível som. Demorou um bom tempo até todos os sentidos irem voltando lentamente ao normal, mas vários sintomas ainda persistiam em ficar. Como, por exemplo: o terrível incômodo que vinha desde um simples pigarro - que parecia cada vez mais presente - à coceira nos olhos. Meu nariz também estava começando a arder e a incomodar, provocando diversos espirros incontroláveis.Me apoiei na cabeceira da cama, e, lentamente, tomando cuidado para não pisar em cacos de vidros espalhado pelo chão, fui até o interruptor que ficava ao lado da porta de correr. Naquele momento, nem sequer passou por minha cabeça que as lâmpadas explodiram, assim como a TV.<
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Capítulo Quatro - O Abrigo
Sub. Meu Novo Lar22/08/2012 15h05minA densa poeira ainda rodopiava na grande rua, como fantasmas cinzentos bloqueando qualquer tipo de luz. O sol parecia tímido com todo o ocorrido, pois parecia fraco e gelado, como em um fim de tarde, o que era anormal, pois não passava das três da tarde. Naquele horário, o sol deveria estar brilhando como nunca, aquecendo, assim, a fria cidade.O lugar onde resolvi me abrigar se tratava de uma pequena quitanda localizada a poucos metros de onde ficava meu apartamento. Era costumeiro comprar frutas e verduras importadas do Brasil sempre que dava, por um preço camarada. O dono do estabelecimento, o Sr. Wilson, sempre simpático, costumava me contar várias histórias do tempo em que passou no Exército. No momento em que entrei, pensei que seria acolhido, dando-me boas-vindas e m
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Capítulo Cinco - Pesadelo
Sub. Uma semana difícilEstava confuso.Desorientado.Não sabia o motivo do sol não estar brilhado no céu. Sabia que, mesmo com a tempestade que parecia não ter fim, deveria ter pelo menos alguns indícios de sua presença, mas tudo estava tão escuro como em um quarto fechado. Os raios eram as únicas luzes visíveis do lado de fora. Iluminando o básico.Casas vazias e estabelecimentos abandonados.Os fortes estrondos dos trovões tremiam o chão aos meus pés. Pelo menos, me distraíam. Não gostava do silêncio de antes. Meu corpo ainda queimava. As veias avermelhadas tinham começado a diminuir de tamanho. O que me deixou mais tranquilo, pois, mesmo sentindo as dores deixadas por elas, podia notar sua diminuição. Com toda a certeza, em mais alguns dias, sumiriam como se nunca tivessem sido feitas.Já passava das seis. Tinha comido alguma
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Capítulo Seis - Resgate
Sub. O sonho16/09/2012Mais semanas tinham passado. O tempo parecia passar muito mais lento. Deveria ser pelo fato de não ter absolutamente nada para fazer. Estava sozinho e sem falar com outro ser humano. Parecia que já tinha se passado uma década, dês do ditoso eclipse. A solidão estava começando a me afetar. Tinha a noção que o falar sozinho vinha aumentando com o tempo. Mas se não fizesse isso com toda a certeza ficaria louco. Minha mente já buscava opções sombrias. Tinha pensado umas duas – ou cinco – vezes me matar. Mas ela se extinguia ao pensar na dor que poderia sentir. Muitos pensam que a morte é rápida e indolor, mas tudo não passa de enganação.A morte dói.Já vi isso acontecer. Vi pessoas tirarem suas vidas pensando que teriam um fim tranquilo, só que descobriam o contrário quan
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Capítulo Sete - Abrigo Militar
Acordei com o frio e a dor latejante vir de minha nuca. Abri os olhos com dificuldade tentado me acostumar com a luz incessante acima de mim. O despertar instantâneo me deixou confuso. Estava deitado olhando para um teto repleto de teias de aranhas e com a uma luz fluorescente que ousava piscar a cada segundo como se em breve simplesmente de uma hora para outra nunca mais ficaria acesa me mergulhado de vez a escuridão sufocante do lado de fora daquelas paredes. Tentei levar a mão a nuca para averiguar de onde exatamente vinha a dor, mas para minha infame surpresa minhas duas mãos estavam algemadas. Me desesperei. De alguma maneira aquela situação acabou acarretando uma terrível sensação. Uma sensação claustrofóbica e pesada me fazendo perder o fôlego e ter palpitações constante em meu coração. O que tinha feito para ter sido algemado e largado em uma sala que parecia estar deserta a não ser por um Josef que se retorcia tentado sem sucesso se livrar das al
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