Matias narrando
Assim que o carro atravessou os portões da propriedade, senti que alguma coisa estava errada.
Era um pressentimento.
Nunca fui um homem de acreditar nessas coisas, mas, naquele dia, o silêncio da casa me incomodou.
Entrei sem dizer uma palavra.
Joguei as chaves sobre a mesa.
Olhei em volta.
— Laura!
Nenhuma resposta.
Sorri de canto.
Provavelmente estava no jardim.
Subi a escada.
Passei pelo corredor.
A porta do quarto estava entreaberta.
Empurrei-a devagar.
Vazia.
Franzi a testa