TEMPOS DEPOIS
O suor escorria pela testa do homem franzino sentado à minha frente. Os fios ralos de cabelo grudavam em sua pele úmida, apesar do ar frio que saía da ventilação próxima. Uma maleta fechada permanecia apertada contra o seu colo, como se fosse um escudo. Ele evitava encarar qualquer um dos homens ao redor da mesa, mantendo os olhos fixos na porta de saída. Parecia estar calculando a distância até ela, como se seu maior desejo fosse disparar dali e escapar da tensão sufocante que se