Arthur parou ao seu lado, observando cada detalhe do quarto. — Quando éramos crianças, Nina inventou um jogo. Nesse quadro sempre deixava alguma pista para mim: palavras escritas de forma aleatória. Eu passava horas tentando decifrar, sentia-me como uma detetive resolvendo um mistério — ela sorriu ao se lembrar.
Ele a encarou. Amava quando ela sorria; fazia tanto tempo que não via aquele sorriso.
— Quem é Ted? — perguntou, apontando para o quadro.
— Um urso velho de pelúcia que minha irmã ga