Quando Leila apareceu, João sentiu um aperto no peito, as olheiras profundas e o modo como ela encolhia os ombros denunciavam o trauma. Antes que ele pudesse se aproximar, Yago, exibindo uma audácia irritante, puxou uma cadeira ao lado dela.
- Bom dia, Leila. Dormiu bem?
Perguntou ele, com um sorriso de canto que fez o estômago dela revirar.
Leila sentiu o ar faltar. A crise de ansiedade ameaçava subir como uma maré, mas ela se esquivou com rapidez, fingindo não ouvir. Sem olhar para trás, el