179. Miguel Abernati
A luz da tarde entrava pela janela do apartamento de Miguel, pintando as paredes de um dourado suave que parecia ter sido feito para aquele momento, e eu estava na cozinha, preparando um café que já tinha esfriado duas vezes enquanto esperava Rosa chegar, porque a notícia que eu tinha para dar era grande demais para ser contada por telefone, grande demais para ser dita em uma mensagem, grande demais para qualquer meio que não fosse o olhar nos olhos dela.
Quando ela entrou, com aquele sorriso q