Aura Keller
O tempo pareceu parar e, ao mesmo tempo, correr rápido demais.
Os paramédicos entraram na loja com uma maca e uma eficiência fria que só aumentou meu desespero. Eu ainda segurava a mão de Dona Ermínia quando eles a transferiram com cuidado. O rosto dela estava pálido, os olhos fechados, o corpo mole de um jeito que me tirava o ar.
“Lúcia” consegui dizer, a voz falhando. “Avisa o Lucas, quando ele chegar...”
Ela assentiu, já com o celular na mão, o rosto tão branco quanto o meu.
Dentr