Helena Bennett.
Sentei-me no sofá, encarando o vazio da sala. O silêncio parecia gritar comigo, sufocante. O peso da culpa nunca me deixava, sempre ali, esmagador. Minhas mãos apertavam a coberta do sofá com força, os dedos trêmulos, enquanto minha mente vagava para aquele dia, aquele erro imperdoável.
Como fui capaz? Como eu, mãe do Asher, pude fazer algo tão terrível com ele?
Passei a mão pelos cabelos, frustrada, sentindo a dor corroer cada parte de mim. Fazia cinco anos, mas parecia que tin