Eloise me levou para casa em silêncio. No carro, o som baixo do rádio preenchia o espaço entre nós, uma música pop que eu não reconhecia. Ela lançava olhares furtivos na minha direção, as mãos tensas no volante.
— O que aconteceu? — Ela perguntou, a voz mais suave do que antes, carregada de preocupação genuína.
— Nada. — Menti, olhando pela janela, as luzes da cidade passando em um borrão.
— Você está com uma cara... — Ela deixou a frase no ar, como se não soubesse qual palavra escolher.
— Esto