O REFÚGIO DA DAKOTA
Giro a chave na ignição do utilitário de segunda mão e o motor ruge baixinho, vibrando sob as minhas mãos trêmulas. O volante frio de couro gasto parece a única coisa sólida a me segurar no mundo real. Antes de engatar a marcha e puxar a alavanca do freio de mão, fecho os olhos por alguns segundos. Apoio a testa contra o aro do volante, sentindo o pulso acelerado martelar nas minhas têmporas, e deixo que o ar saia devagar do meu peito, transformando a minha exaustão e o meu