Cap.147
A luz da manhã entrava pelas frestas da cortina como dedos tímidos, tocando o edredom, acariciando o travesseiro vazio ao lado.
Katleia abriu os olhos devagar.
Viu o teto simples do quarto que haviam preparado para ela na casa do pai, com uma mancha de umidade no canto direito e uma rachadura que parecia uma veia.
Ela piscou. A memória voltou em fragmentos, o barulho na sala, o vulto correndo para a cozinha, a mão sobre sua boca, o cheiro de nicotina. O desespero. A escuridão.
— Acordou