Richard
O sol mal havia começado a tingir o céu de um tom dourado suave na manhã seguinte quando o meu celular, esquecido sobre o criado-mudo, vibrou de forma insistente.
Desviei-me com cuidado para não acordar a Karina, peguei o aparelho e vi o nome do Léo brilhando na tela. Eram pouco mais de sete horas.
Atendi com a voz ainda rouca de sono:
— Fala, Léo. Aconteceu alguma coisa?
— Bom dia, meu amigo! Desculpe o horário, mas precisava te dar a boa notícia em primeira mão — a voz do Léo do