Otto De Luca
Era raro.
Ridiculamente raro.
Mas eu estava feliz.
Sentado naquela mesa, observando Judith e Kami dançando no meio da pista, eu percebi o quanto momentos simples tinham se tornado preciosos para nós.
Talvez porque tivéssemos crescido presos.
Presos às expectativas.
Presos ao sobrenome.
Presos às regras.
Presos à imagem perfeita que nossa mãe insistia em vender para o mundo.
Por isso aquelas pequenas fugas significavam tanto.
Porque por algumas horas podíamos ser apenas nós mesmos.