ADRIAN CORTEZ
O cheiro de óleo queimado já fazia parte da minha rotina.
Engraçado pensar nisso.
Há alguns meses, eu sequer sabia trocar um pneu. Pelo menos era isso que eu imaginava. Afinal, quando acordei naquele hospital da pequena cidade, sem documentos, sem nome e sem qualquer lembrança de quem era, tive que aprender a viver do zero.
Ou quase.
Porque, curiosamente, algumas coisas meu corpo parecia lembrar.
Segurar uma chave inglesa.
Identificar um barulho estranho no motor.
Trocar peças com