Eduardo a observou por alguns segundos. Seu rosto não revelava absolutamente nada. Então deu a volta na mesa e voltou a ocupar sua cadeira.
O movimento foi simples, mas para Viviane pareceu uma retirada. Como se ele tivesse erguido novamente a barreira que, por um instante, ela acreditou ter atravessado.
— Você diz que me ama. — A voz dele era calma. — Diz que tudo o que fez foi por amor.
Viviane assentiu rapidamente.
— Porque é verdade.
Eduardo apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos