A manhã começava cedo na pequena casa onde Maria estava vivendo. Os sons eram diferentes daqueles que, por algum motivo, ela sentia que deveria conhecer. Havia pássaros que ainda não sabia identificar, conversas vindas da cozinha, o barulho constante da natureza e uma tranquilidade que contrastava com a inquietação dentro de sua cabeça.
Dois meses haviam se passado desde o acidente, e fisicamente ela estava muito melhor. Os ferimentos cicatrizavam, já conseguia caminhar normalmente e as dores h