NARRADORA—Sinto muito, mas por enquanto só posso oferecer essa cabana —William olhou para Drakkar e para a mulher de cabelos brancos chamativos ao seu lado.Ela parecia a curandeira daquele pequeno grupo.—Agradecemos muito sua ajuda —Lyra, que era mais diplomática que seu homem, foi quem respondeu.Ela sabia muito bem que o Beta os tinha tratado bem demais, e já imaginava o motivo.Apesar de William conversar com Drakkar, seus olhos não paravam de desviar para a pequena fêmea que ajudava a colocar os itens dentro da casa de madeira.Na verdade, para eles, já era uma construção nova e bem bonita.—O mercado abre pela manhã. Vou avisar os guardas do portão para que deixem vocês entrarem —William nem sabia como ainda conseguia manter uma conversa coerente.A brisa trazia aquele aroma de jasmim que deixava seu lobo babando.—Como podemos ver o seu curandeiro?—Nosso Sacerdote? —William franziu um pouco a testa—. Por que querem vê-lo?—Viemos por indicação de uma velha amiga, estamos pro
NARRADORA—Minha mãe o salvou e passaram por muitas coisas até se tornarem um casal e se reconhecerem —Lyra contou, indo direto ao ponto da história.—Meu pai tinha feridas muito profundas na alma, Nana, mas quando a pessoa certa apareceu, ele foi corajoso e se permitiu abrir o coração.Nana desviou o olhar de Lyra.Parecia que ela tinha descoberto seu segredo com o Beta.—Não deixe que experiências ruins te impeçam de ser feliz. Não se feche totalmente para o amor —Lyra suspirou.Já não podia fazer mais nada por Nana, só esperava que aquele macho fosse mesmo bom com ela.—Colha mais daquelas ervas pra mim. Preciso falar com Drakkar.—Espera…! —Nana tentou se levantar, mas Lyra já tinha dado as costas e desaparecia entre a vegetação.Ficou sozinha no meio da clareira… ou nem tão sozinha assim.Reina se levantou de repente, o nariz finalmente captando, entre tantas plantas, o aroma de pinho selvagem.Todo o corpo de Nana se tensionou, e ao ouvir passos se aproximando por trás, quis sai
NARRADORA—Não vou te obrigar a nada que você não queira. Não vou te tocar. É só pra nos conhecermos e conversarmos, Nana. Juro pela minha vida, jamais te faria mal.William disse olhando para a nuca dela, onde a cicatriz de uma mordida ainda não havia sumido por completo.Era brutal. Dava pra ver que tinha sido feita com selvageria. E de repente, ele sentiu tanto ódio pelo macho que a tinha machucado daquele jeito.Entendeu por que ela o rejeitava.Nana não respondeu, só começou a andar com a cabeça baixa, as mãos apertando forte a cesta de cipós.Mas por dentro, não estava nem um pouco tranquila como fingia, nem tão indiferente a William quanto queria parecer.Aquele macho grande e forte, como um urso protetor, tinha mexido com ela e com Reina.Mesmo assim, ela não pensava em ir a nenhum baile… mas isso mudaria mais tarde.—Chamamos vocês porque precisamos de ideias de como conseguir informações importantes da matilha —Lyra reuniu todos na parte de trás da cabana de madeira.Não era
NARRADORAWilliam começou a comprar todo tipo de doce pra ela, e Nana já estava estalando os lábios e salivando com aquelas delícias.As pupilas afiadas do macho se fixaram naqueles lábios carnudos, brilhando com açúcar, segurando a vontade de chupá-los e lambê-los.Nana era uma mistura de sedução inocente.Ela mesma não percebia o que despertava dentro dele com cada gesto.De repente, ele notou que a atenção de Nana tinha ficado presa em alguns colares de pedras brilhantes.—Me dá aquele turquesa —ele pediu pra fêmea que trançava os colares, pagando com umas moedas que Nana nunca tinha visto antes.—Pra você —William ofereceu, olhando pro pescoço branco e exposto dela.—Não… você não precisava comprar isso…—Mas eu quis. É um presente pra você —insistiu, colocando o colar ao redor do pescoço dela e acariciando sua pele “sem querer”.—Eu… não tenho nada pra te dar… —a resposta da ômega deixou William um pouco surpreso… se ela pudesse ler os pensamentos dele.“Princesa, só o fato de vo
NARRADORA—Respira pelo nariz, amor… devagar, linda… assim… —ele deu um momento pra ela respirar, e antes que Nana colocasse de volta a armadura, a beijou de novo.Seu corpo mais alto a encurralou na escuridão sob o beiral.Com a música ao fundo e risadas à distância, eles se acariciavam e se beijavam lentamente, rodeados por sons eróticos.O coração de Nana estava prestes a pular pra fora do peito.—Mmmm… sshhh… — ela sussurrou, tremendo com o formigamento no ventre e entre as pernas.Tudo parecia perfeito, até que o beijo ficou mais intenso e as mãos do macho desceram para apertar suas nádegas com luxúria.A ereção dura e selvagem se esfregava com força contra o ventre dela.Rosnados lupinos começaram a sair da boca de William, e presas enormes começaram a aparecer.—Não, não… porra! —William deu um passo pra trás, ofegante, deixando Nana confusa.Ela logo achou que tinha feito algo errado. Com certeza era isso.William percebeu que ela era puritana demais.—Eu… me desculpa… —ela di
NARRADORA "Bom, parece que deu certo com a Nana," Lyra suspirou, olhando as costas largas do guerreiro que se afastava. Eles tinham ficado pra trás como dois pais preocupados com a filhote, esperando pela Nana no caminho, caso ela se metesse em problemas. O guerreiro do Beta disse que a Ômega ia dormir em segurança dentro da matilha. De repente, o peito forte de Drakkar tapou sua visão. Lyra levantou o olhar, sem entender. "Não fica olhando as costas de outro macho. Não gosto disso," ele reclamou. Lyra sorriu de lado, sentindo o ciúme doce do seu selvagem. "Sei lá... faz tempo que não vejo direito nem suas costas, nem outras... partes interessantes," ela provocou, olhando discretamente para a virilha dele antes de virar e voltar pra cabana. Logo ouviu Drakkar correndo atrás e um sorriso safado e sexy brotou em seus lábios. "Lyra, vamos fazer... eu também te desejo demais, mas sempre tem problema, gente, viagem..." ele a abraçou por trás, todo estressado por não estar sa
NARRADORA "Amor, você tá mesmo bem? Como eu ia bater na sua cabeça?" Drakkar não tava entendendo nada. "Vamos voltar. Isso é demais, preciso de tempo pra processar," ela disse, puxando o braço dele. Drakkar deu uma olhada pro amiguinho meio duro que ficou a ver navios. "E você!" Lyra se virou de repente pra sombra. "Trate de não deixar mais essas... essas intimidades vazarem pra minha mente ou você vira espectro morto! Some até eu precisar!" Apontou pro meio da escuridão da floresta, bufando e andando com seu macho frustrado. ***** Mas quem tava realmente se vingando era Laziel. Foram tantas vezes que as irmãs zoaram sobre um possível caso dele com a mulher que agora gemia montada nele... Sempre se metendo, atrapalhando os poucos momentos que ele conseguia ficar a sós com ela. Num canto escuro do palácio, como dois clandestinos, a feiticeira tava com o vestido erguido até a indecência. As pernas em volta da cintura de Laziel, as coxas se contraindo no sobe e desce enquanto
NARRADORAA mente de Nana lhe pregava peças.Ela tentava se concentrar no prazer que sentia com seu companheiro sobre ela, suas mãos quentes acariciando-a com ternura.Seus beijos ardentes, aquelas sensações vibrantes percorrendo sua pele.No entanto, quando William levantou sua saia de couro e começou a deixar beijinhos suaves na parte interna de suas coxas, Nana teve que lutar contra a vontade de fechar as pernas.Desde o começo, William percebeu o medo dela. Deusa, o que tinha acontecido com sua fêmea?Seu lobo circulava Reina lentamente, que ainda tremia a cada lambida e carícia.Suas mãos calejadas soltaram as fitas laterais com suavidade, sempre a observando por cima de sua barriga, indo devagar, apesar de que se controlar estava lhe custando anos de vida."Amor, não me compare com mais ninguém. Vou te fazer esquecer... Nana, confia de verdade em mim..."Nana assentiu nervosa, apostando tudo naquele momento.Sua boca lasciva desceu até o monte de Vênus, lambendo e rosnando.Will