POV: Padre André
O som do zíper do vestido azul subindo correu pela minha espinha como uma navalha fria. Eu continuava estirado no colchão, imóvel, sentindo o suor secar na pele e o peso de toneladas de chumbo esmagando o meu peito. Olhei para o teto escuro, mas não consegui enxergar nada além da minha própria ruína.
Eu não conseguia acreditar no que tinha acabado de acontecer. Eu. Um sacerdote. Um homem que jurou a vida a Deus, entregue à mais pura e selvagem luxúria, ali mesmo, no andar de ci