Engoli em seco.
— Às vezes, a gente fugia lá pra casa do tio Richard e da tia Teresa.
Ela sorriu de um jeito diferente.
Dessa vez, havia saudade naquele sorriso.
— O Enrico amava eles.
Baixou os olhos.
— E eu também.
Respirou fundo.
— A tia Teresa era incrível. Sempre escutava a gente. Quando as coisas ficavam difíceis em casa, chamava a gente pra passar o fim de semana lá, levava pra passear, chamava pra viajar…
Um sorriso triste surgiu em seus lábios.
— A casa deles era cheia de mús