Dois dias se passaram. Ravena estava diferente. No começo eu achei que fosse só o cansaço emocional da conversa que tínhamos tido na varanda. Mas os sinais foram se acumulando de um jeito difícil de ignorar.
Na manhã seguinte, ela acordou enjoada. Saiu da cama com pressa e trancou a porta do banheiro. Ouvi o barulho baixo de alguém tentando vomitar sem fazer barulho. Quando saiu, estava pálida, a testa úmida de suor frio.
— É só o estômago — disse, forçando um sorriso. — Acho que o jantar de on