O trem cortava as montanhas cobertas de neve em direção ao norte da Europa.
Dentro do vagão, o ambiente era silencioso.
Alguns passageiros liam jornais, outros observavam a paisagem pela janela, alheios ao homem elegante sentado na última fileira.
Viktor Adler permanecia imóvel.
Sobre a pequena mesa à sua frente, o tabuleiro de xadrez continuava montado com apenas duas peças.
Ele fechou lentamente o tabuleiro e o guardou em uma maleta de couro desgastada.
Durante quarenta anos, vivera cercado p