— E se fosse eu, pai? — perguntei, abaixando o tom de voz e deixando a ironia de lado, pesando cada palavra. — Responde olhando na minha cara. Se eu me casar daqui a dois anos e o meu marido começar a gritar comigo, quebrar as coisas em casa e me dar empurrões enquanto estou grávida... você vai achar lindo? Vai mandar eu respeitar a "privacidade" dele?
O silêncio caiu sobre a mesa de café da manhã como uma bomba de megatons. Meu pai piscou, abrindo a boca para rebater, mas travou. A imagem ment