Viro as costas antes que ele possa reagir, saio do quarto pisando fundo e bato a porta com toda a força que tenho no corpo. Desço as escadas com o coração martelando no peito, mas me forço a respirar fundo para não passar a minha agitação para os pequenos. Chego na cozinha e encontro os dois terminando o bolo.
— Já terminaram, meus amores? — pergunto, adoçando a voz ao máximo.
— Já sim, tia! Tava uma delícia! — a Gabriela sorri, limpando o farelo da boca do irmão.
— Então vamos para a sala assi