— Oi... — digo, abaixando um pouco para ficar na altura deles, com a voz mais suave que consigo produzir.
— Oi... — a menina responde, a voz falhada de medo.
O menininho só coloca um olhinho para fora das dobras da roupa da irmã. Dois olhos castanhos gigantes, aterrorizados, me encarando.
— Ele não fala nada com ninguém... — a menina explica, num sussurro defensivo.
— Não tem problema nenhum, meu amor — dou o meu sorriso mais acolhedor. — Entrem, por favor. Venham para cá.
Eles caminham timidam