Leonardo
Entro na casa da Manuela por volta das 15h, meu coração ainda pesado com o que tinha acontecido, mas determinado a consertar as coisas. No canto da sala, perto da janela, vejo minha filha sentada em uma poltrona. Ela segurava delicadamente uma xícara de chá, com uma postura que me fazia lembrar como o tempo passa rápido. Ela parecia uma mocinha.
Aproximei-me devagar, sem querer assustá-la.
— Ei, loirinha... — sussurrei, ajoelhando-me perto dela. — Podemos conversar?
Ela levantou os ol