Carmen chegou ao hospital poucas horas depois, o rosto marcado por semanas de preocupação e noites maldormidas. Ao ver Selene sentada na cama, ainda pálida, mas consciente, desabou em lágrimas, abraçando a sobrinha com uma força que parecia querer compensar cada dia de ausência.
— Achei que tinha te perdido — Carmen soluçou, o rosto enterrado nos ombros de Selene. — Um mês, Selene. Um mês inteiro sem notícia nenhuma sua.
— Eu sinto muito, tia — Selene murmurou, embora não soubesse, ao certo, do