Reencontro

Pov's Olivia.

Interior.

11:00 AM

Retornei para casa. E me comovi com a cena, quando encontrei Hope no fogão a lenha cozinhando.

Ela cantorolava uma música, interdida. Meus olhos a admirava. Seu sorriso meigo, se preenchiam diante das minhas orbes emocionadas.

Ela era minha filha. 

Às vezes, era tão difícil fingir.

Hope se virou, se deparando comigo. 

— O que foi, Olivia?

— Nada.— procurei disfarçar.

— Você chorou?— ela perguntou. Meu rosto estava avermelhado. 

— Foi muito emocionante encontrar a mãe.— relatei.

— Como ela é?— Hope se aproximou de mim, soando curiosa.— Ela é mais bonita pessoalmente, do que nas fotos?

— Ela é muito bonita.— afirmei, fazendo os olhos  de Hope crescerem — Está um pouco mudada por conta do tempo.

— Ela perguntou de mim, Olivia?— havia uma ansiedade em sua voz empolgada.

— Claro que perguntou, ela quer muito encontrar você, Hope.

Tais palavras, a fizera abrir um sorriso doce. Havia uma inocência em seus olhos, como se amasse ouvir que também era lembrada. 

— Ah irmã, estou tão feliz pela volta da mamãe!— Hope disse, me abraçando. 

Na hora, travei, paralisando. 

Me doía, esconder a verdade. 

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[....]

Pov's Laura

 — Olivia é uma garota muito sofrida, mãe.— contava, enquanto estávamos sentadas na mesa almoçando.— Ela é muito preciosa, não merece nada de ruim nessa vida.

— Aquelas meninas sofrem uma tortura psicológica na mão daquele traste, Laura.—  dona Helena contou, e imaginei em meus pensamentos.— Ele maltrata elas, como se estivesse maltrando você. 

Suspirei pesadamente, me sentindo de mãos atadas.

— O Jack que eu conhecia, não era assim.— o defendi.

— Aquele homem sempre foi um torrão, Laura, você se casou com ele sabendo.

— Jack sempre me tratou muito bem.— aleguei, sendo olhada de canto de olho.

Engoli a comida, desconfortável, ao vê-la fazer uma careta de descontentamento.

Daí, escutei;

— Sempre foi um machista, nunca te deixou trabalhar. Sempre morreu de ciúmes de você, um ciúmes doentio. 

— Mãe...— minha voz inquieta quis a interromper.

— Deixe eu terminar de falar, Laura. — com a voz  grossa, me repreendeu. A olhei, totalmente afetada— Esse homem desgraçou a sua vida, não invente de voltar para ele. Já basta, o que você sofreu 15 anos presa.

Meus olhos ficaram completamente tomado pelas lágrimas.

 Levantei da cadeira.

— Pra onde vai?— dona Helena interrogou. 

— Preciso respirar um pouco de ar.

Sai andando, seguindo sem rumo, no meio do sol quente. 

Via os gados, comendo capim, as galinhas comendo milho, e as cabras berrando alto. Atravessei a cerca, fechando a porteira. 

Comecei a caminhar, sozinha, onde só se via de um lado pro outro mato.

A poeira da estrada subiu. E som do cavalo assustado ecoou, quando levantou  as patas em minha frente, tão perto, ao ponto de fazerem os fios do meu cabelo voarem sobre o meu rosto.

Afastei os fios; e ergui o rosto lentamente, dando de cara com o Jack.

Meu corpo estremeceu de repente e senti um arrepio tão forte, ao reencontrá-lo. 

A troca de olhar duradoura, tornou-se em pânico, quando ele puxou a espingarda e direcionou a arma para mim, apontando.

Os meu olhos se arregalaram, ao constatar no fundo dos seus olhos claros uma frieza e um ódio explícito, no qual me fazia tremer de medo.

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