Camille permaneceu olhando para o telefone durante longos segundos antes de tocá-lo. O aparelho parecia pequeno demais para o peso que carregava naquele momento. As mãos tremiam e ela odiava aquilo. Odiava sentir vulnerabilidade. Odiava perceber que o controle havia escapado dos próprios dedos. Durante anos construiu a própria imagem sobre domínio, cálculo e frieza. Agora estava sentada numa sala fria de delegacia, com paredes sem qualquer luxo, sendo formalmente investigada. A realidade era si