A porta da suíte 1402 fechou-se com um estalo seco e metálico, um som que reverberou pelas paredes acarpetadas e pareceu expulsar, de uma vez por todas, o fantasma da solidão que os assombrava. O mundo exterior — com suas luzes de neon de Manhattan, o barulho incessante do trânsito e o peso de três anos de desencontros — foi reduzido a nada. O silêncio que se instalou não era o vazio opressor de três anos atrás, quando a química turvava os sentidos. Agora, o ar estava carregado, espesso com uma