Deve ter sido depois das cinco horas da tarde quando Lia abriu os olhos e tentou acordar, com pouco proveito. Ela estava cansada, exausta do choro, mas de alguma forma essa profunda e silenciosa exaustão lhe trouxe um pouco de paz.
Ela cambaleou até os pés e caminhou até o espelho do banheiro. Ela escovou os dedos sobre as marcas arroxeadas na garganta e soltou um gemido, lembrando-se da noite anterior, a sensação de torção que havia passado por ela enquanto se engasgava, o olhar de terror nos