Eu mal conseguia enxergar enquanto atravessava o térreo do hospital.
As lágrimas embaçavam tudo.
Pessoas passavam por mim. Algumas olhavam com curiosidade, outras sequer percebiam minha presença, mas nada daquilo importava.
Eu só precisava sair dali.
A porta automática se abriu e o ar frio da rua atingiu meu rosto molhado. Um táxi acabava de deixar um passageiro na entrada.
Corri até ele.
— Moça, está tudo bem? — o motorista perguntou ao me ver entrar naquele estado.
— Só... só sai daqui, por f