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Miguel narrando... capítulo 6

Quando ela me beijou daquele jeito, frio.Fiquei duro em todos os sentidos,tremi nunca tremi por causa de uma mulher,mas essa conseguiu esse feito.Senti um arrepio que percorreu todo o meu corpo do pé a cabeça. Ela estava ali só por causa do dinheiro, eu sabia disso,sei que meus amigos querem me ajudar eles vão me cobrar esse dinheiro pago alegre e satisfeito.Eu via a ambição de Leona em cada movimento, em cada olhar que me lança cheio de desprezo. Mas não importo. Para mim, Leona sempre foi a mulher que mais mexeu comigo em toda a minha vida — a que me deixou completamente louco, a que eu sonhei ter ao meu lado há anos. Mesmo ela me odiando, mesmo ela me vendo como um inimigo, eu não conseguia ver nela nada além da mulher que eu amava.

A peguei no colo com todo o cuidado do mundo, como se ela fosse algo feito de vidro, e fui levando devagar até o quarto. O coração batia tão forte no peito que eu tinha certeza que ela podia ouvir. Coloquei ela suavemente na cama, me aproximei e comecei a acariciar o rosto dela, descendo as mãos devagar, sentindo o calor do seu corpo e o jeito que ela tremia, não de desejo, mas de tensão, de raiva, talvez medo sei lá.

Quando comecei a abrir a calça dela, bem devagar, respeitando cada segundo, ela segurou a minha mão com força, os olhos cheios de lágrimas e vergonha, e falou baixo, quase num sussurro:

— Espera… eu… eu nunca fiz isso antes. Eu sou virgem, Miguel.

Olhei para ela naquele momento, e senti um amor tão grande tomar conta de mim que nem sabia explicar. Abaixei-me, falei bem pertinho do ouvido dela, com a voz doce e firme:

— Leona, você não faz ideia do quanto você é especial para mim. De todas as pessoas que eu já conheci, você é a que mais me deixou louco, a que eu mais quero em toda a minha vida. Isso só faz tudo ser ainda mais importante, ainda mais sagrado para mim.

Ela desviou o olhar, mordeu o lábio e falou com a voz seca, tentando se defender, tentando esconder o que sente ou não sente nada.

— Não crie esperanças, não pense nada disso. Eu estou aqui só pelo dinheiro. Todo esse nojo, toda essa raiva, tomara que vale a pena… é porque eu aceitei isso só para ganhar o que eles prometeram. É só um negócio para mim, nada mais.

Eu sorri com tristeza, mas continuei tocando o rosto dela com carinho:

— Não tem problema, Leona. Não importa o motivo que te trouxe até aqui. Eu espero o tempo que for, eu aceito o jeito que você me vê hoje. O que importa para mim é que você está me dando. E eu vou cuidar de você, custe o que custar.

Continuei com todo o carinho, fazendo com que ela se sentisse segura, mesmo que ela não quisesse admitir. Quando nos unimos, senti que finalmente uma parte do meu sonho tinha se realizado. Mesmo com ela ali cheia de defesas, cheia de ódio, eu sento que essa noite eu sou homem mais feliz,nem que fosse só para mim, eu sabia que eu nunca mais ia ter essa mulher de novo.Continuo tocando essa mulher linda que eu tanto amo espero que meu desejo por ela acabe.porque eu não posso enlouquecer por ela.

Eu sentir ela tensa, rígida, com o corpo todo fechado em defesa. Foi muito devagar por ser virgem, entendo.Com todo o cuidado do mundo, sabendo que é a primeira vez dela. Quando tento me enfiar, ela soltou um grito de dor, agarrando forte nos meus ombros.Logo colo os lábios nos dela, beijo-a com carinho para abafar o som e acalmá-la:

— Calma, linda… estou tentando fazer o certo pra não te machucar. Vai dar tudo certo.

Parei por um instante, deixando ela se acalmar, e tento de novo, ainda mais devagar. Ela gemeu de dor outra vez, e a beijei novamente, com doçura, tentando passar segurança. Repeti isso várias vezes, sempre parando quando ela sentia dor, sempre beijando e sussurrando palavras de conforto:

— Relaxa, Leona… por favor, tenta relaxar. Não vou te machucar ,mas tente acalmar. Confia em mim, só um pouco.

Depois de tanto cuidado, ele conseguiu seguir, rompendo a barreira com toda a suavidade que consegui, senti ela se entregar pouco a pouco, entre a dor e a estranheza daquele momento. Fui seguindo com movimentos lentos e atentos, sempre olhando para ela, sempre checando se ela estava bem, até que tudo terminou comigo ao lado dela, ofegante, sentindo uma mistura de felicidade e preocupação.

Eu segurei a mão dela forte:

— Acabou. Você está bem? Eu cuidei de você, como prometi, não sou ruim.

Ela virou a cara para o outro lado, com os olhos cheio d'água e foi se levantando e se vestindo.

Que mulher bonita!

Mas eu desisto dela,essa mulher tem um pavor de mim.

Ficamos ali depois, em silêncio. Ela ainda estava tensa, com o olhar perdido, mas eu continuei ao lado dela, sem exigir nada, só agradecendo por aquele momento, por aquela chance, por mais que ela não me desse nenhum valor. Para mim, ela era tudo. E eu ia provar isso a ela, com o tempo, custasse o que custasse.

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