A escuridão dentro da van cheirava a mofo e gasolina. Minhas mãos estavam amarradas com abraçadeiras de plástico atrás das minhas costas, e os pulsos já queimavam a cada sobressalto do veículo no asfalto irregular.
Na minha frente, Marco Galli — o homem que um dia chamei de pai — limpava o suor da testa com o lenço de um terno amarrotado. Os olhos dele tremiam de paranoia.
— Você perdeu a cabeça, Chloe — ele resmungou, a voz trêmula. — Se juntar com o Rossi? Ajudar aquele monstro a bloquear min