Setenta e duas horas.
Eu nunca contei o tempo assim.
Não em minutos produtivos, não em prazos, não em resultados.
Mas em batimentos.
Em respirações.
Em cada segundo que ela continuava viva.
Quando o médico saiu novamente da UTI, eu já estava preparado para qualquer coisa.
Ou pelo menos... achei que estava.
— Ela passou pelo período crítico.
O ar voltou aos meus pulmões de uma vez.
Não completamente.
Mas o suficiente.
— Os sinais vitais estão estáveis — ele continuou — o corpo respondeu bem à ci