O CAÇADOR E O CAIPORA

Uma força primitiva e soberba, mais nobre que a nossa. Ele te observa, te avalia Como te saíste até agora?

A onça estava disfarçada na sombra, quieta, observando-o. Nenhuma reação, apenas um olhar desinteressado, que o caçador sabia ser enganoso.

O caçador ficou algum tempo examinando a onça, nervoso, incomodado. Sem saber por que, novamente não conseguiu disparar. O ódio que sentia deveria ser mais que suficiente para atirar, para sorrir, mesmo que amargo, quando visse o sofrimento do animal. Sabia que isso não traria sua esposa e seu filho de volta, mas era uma forma de dizer a eles: sinto muita dor, mas destruí aquilo que fez mal a vocês, que os tirou de mim. Só que ali estava, e não conseguia atirar.

Com raiva segurou a arma com mais força, a mira no meio do peito do bicho.

Sua mente resvalou e se pegou novamente vendo os rastros de duas onças na porta da casa. Ajudado pelas pequenas veias de luz que atrave

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