VICTOR SALVATORE
O silêncio da noite era quase opressivo. As sombras das cortinas pesadas dançavam com o vento que entrava pela janela que eu mesmo havia aberto. Sentei-me no sofá, na escuridão da sala, segurando um copo de uísque na mão, observando o líquido âmbar girar enquanto eu o balançava lentamente.
O som do gelo tilintando contra o vidro era a única coisa que preenchia a sala. Meu peito estava apertado, minha cabeça uma bagunça.
Eu sabia que tinha sido duro com Helena, mas não conseguia