Mundo de ficçãoIniciar sessãoNo dia 26 de abril de 1986, ocorreu explosão do Reator 4 da Estação Nuclear VI Lenin Memorial, causando assim o maior desastre nuclear da história. A emissão de radiação se espalhou por centenas de quilômetros, mas o que ninguém esperava, era que o sinal desse desastre chegasse em locais inimagináveis. Trinta anos após a explosão de Chernobyl, os olhos do mundo se voltaram novamente para lá, quando dos céus, dezenas de objetos voadores não identificados chegaram em resposta ao chamado. O objetivo dos visitantes era desconhecido, mas os rastros que deixaram com sua chegada foram suficientes para mudar a história da humanidade mais uma vez.
Ler maisCapítulo I
O convite da salvação
Após levantar-se da poltrona, já toda suada, devido a várias
horas em que ficara sentando com o olhar perdido, mas fixo
no canto da sala onde havia uma rodelinha de sujeira feita
pelo eletricista do prédio que arrumou a tomada, a qual há
muito tempo não funcionava, após horas naquela posição,
levanta-se, tenta calçar os sapatos, caminha até a cozinha ar-
rastando seus sapatos mal-calçados, pega o saco de arroz vazio
sobre a mesa, calça-o na cabeça, aperta firme no pescoço, solta,
tira-o novamente e diz, suspirando.
— Vai servir...
Olha para o botijão de gás, caminha até ele, abaixa-se e se-
gue com a mão esquerda a mangueira que leva para trás do
fogão. Usando os dedos, afrouxa a porca que segura a abraça-
deira, então, com pouca força, puxa a mangueira para si, que se
solta, segurando na ponta, leva a direita ao segurador do boti-
jão e o arrasta até o centro da cozinha.
Estava decidido... Estava finalmente pronto, não havia mais
razão para desistir de seu objetivo, mas antes precisava fazer
uma coisa muito importante. Larga tudo, levanta-se e vai à geladeira, não antes de pegar o copo na pia, então a abre, leva
a mão para dentro onde tira uma caixinha de leite ainda cheia,
mas já aberta. Então enche seu copo e dá uma golada, em se-
guida, outra, até dar uma suspirada, satisfeito, então diz, com-
pletando o copo novamente:
— Para o que vou fazer agora, isso não é bom, mas como
posso deixar de sentir a sensação e o gosto maravilhoso do lei-
te gelado descendo pela minha goela até chegar ao estômago
suavemente? Impossível!
Então bebe mais algumas goladas, em seguida põe o copo
vazio sobre a mesa, guarda novamente a caixinha, e assim bate
a porta da geladeira.
— Agora sim, tô pronto! — diz, limpando o bigodinho
deixado pelo leite e caminha novamente para o centro da
cozinha.
Pegando o saco de arroz, calça-o novamente na cabeça,
aperta no pescoço, então enfia por debaixo rente ao queixo a
ponta da mangueira do gás. Aperta bem com a mão direita,
não deixando vão algum, assim com a esquerda mexe na tor-
neirinha, liberando o gás, que rapidamente passa pela man-
gueira e sai no saco de arroz onde sua cabeça estava.
Então estava ali, pronto para dar fim a sua vida, o ar se con-
taminara e seus pulmões puxavam o veneno para dentro de si.
Seu olhar estava fixo, mas seu sentido já o deixava, pois uma es-
curidão dominava seu pensamento quando ouviu um barulho
na porta e uma voz grave que gritou pelo lado de fora.
— Correspondência!
Rapidamente seu sentido volta, então, solta o saco e o tira
da cabeça, tossindo, em meio ao desespero, caindo ao chão, se
recuperando, pensa:
Porteiro maldito! Vai ser ruim no inferno, pedi para não ser in-
comodado, mas não... Ele consegue me desobedecer. É, não se pode
nem cumprimentar esse tipo de gente que já acha que é seu amigo
de anos e fazem o que querem da sua vida, como se a casa fosse dele,
decide quem entra, nem interfonam, simplesmente liberam. Affff.
Pensando assim, quando um pouco mais recuperado, le-
vanta-se e vai para a porta. Abre, mas não havia ninguém, sente
algo embaixo de seu pé, então o levanta, olhando para baixo.
Seus olhos contemplam algo que jamais pensara que pudes-
se acontecer, um envelope azul, formato retangular, em papel
grosso, escrito em grandes letras de forma “convite aos alunos
do terceiro b. compareça. imperdível”.
Após ler isso, abaixa, pega o envelope, levanta, sorri com o
papel diante dos seus olhos, vira, caminha, até a sala, senta em
sua poltrona predileta, olhando para todos os cantos do papel,
mas não o abre, só se lembra de que foi muito boa sua adoles-
cência, dos amigos que conviveu que há muito não os viam.
Imaginava em que haviam se tornado.
Depois de pensar alguns minutos, Franzino, segurando
o envelope firmemente, vira-o e rompe o lacre azul feito a
vela, com um emblema grafado a letra FF. Abre a aba de uma das partes, vira para si, vê o papel dentro, então o puxa para
fora e lê.Alexei, Valery e Boris caminhavam entre os escombros de concreto em sua frente, iam lentamente, suas pernas travavam, era difícil dar um passo em frente, sabendo que rumavam para a boca de monstro, mas ao mesmo tempo, estavam mais rápido que podiam. Cada segundo que permaneciam ali, era mais um segundo próximo da morte certa. Era difícil respirar, além da tensão que lhes custava o ar, as máscaras que usavam eram pesadas. Enquanto desviavam das pedras maiores ao chão, Alexei percebeu que Boris estava nervoso, ele também estava, mas como era o mais velho da equipe, se sentiu obrigado a tentar acalmá-lo, mesmo não conseguindo pensar em nada confortante para o momento.— Como vai, Boris? Você se lembra de mim? Eu costumava vir aqui toda semana, checar os painéis eletrônicos da sala de comando. — disse Alexei um pouco forçadamente, sua voz ecoou por toda a extens&atil
Clézio estava em choque, não conseguia mover um músculo, suas mãos estavam trêmulas, assim como suas pernas, travadas ao chão como se possuíssem raízes. Sabia que as chances de sair vivo dali eram pequenas. Muitas coisas se passaram em minha mente, imaginou que seria ali, antes mesmo de começar, onde sua jornada já terminaria.Até que uma voz surgiu ao meio dos soldados.— O que está acontecendo aqui? — disse o comandante, que acabava de chegar ao local.— Senhor. — disse o sargento. — O sentinela avistou invasores cruzando o perímetro.O Comandante se aproximou de um dos homens que estava ao chão, ainda vivo e sangrando. Ao se aproximar, o homem tentava dizer,” por favor”, mas antes mesmo de terminar de falar, foi recebido com um tiro em sua cabeça, o executando no mesmo momento.&mdash
Clézio dormia profundamente sobre uma poltrona de couro inclinada, ela era tão aconchegante quanto sua cama. O fogo da lareira em sua frente esquentava seus pés, enquanto sonhava com o que poderia encontrar na Zona de Exclusão. Uma mão tocou sem ombro e o balançou, fazendo com que despertasse assustado.— Desculpe acordá-lo, mas temos que ir, imediatamente. — disse Jacov.Ele esfregou os olhos e percebeu que Jacov vestia uma roupa totalmente diferente, estava com uma jaqueta de couro e uma calça escura, junto a uma máscara de gás preta, pendurada em seu pescoço, em suas mãos, vestia luvas de couro sem dedos.— Tome! — disse ele entregando um par de luvas igualmente as suas. — Você vai precisar. Ah, e isso também. — disse em seguida retirando uma pistola da cintura.— Isso... é uma arma de fogo?<
Na TV, um homem vestindo terno e de aparência importante falava sobre os últimos acontecimentos na Zona de Exclusão de Chernobyl, dizendo que o lugar estava totalmente isolado, nenhum tipo de acesso era permitido, qualquer civil e principalmente estrangeiro fosse apanhado no local ou até mesmo ao redor, seria preso no mesmo momento.Os EUA, é claro, não ficou em silêncio, pois continuaram com as insinuações e acusações de que a Ucrânia estaria construindo armas nucleares utilizando a tecnologia alienígena e a radiação condensada de Chernobyl, pois já era um fato de que a radiação e a chegada dos alienígenas possuíam alguma ligação.Quando houve a chagada, grande quantidade de massa radioativa que já existia na Zona de Exclusão se espalhou pelo ar da Europa, assim como em 1986, contaminando muitos alimentos





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