Dias depois da festa maldita. Chove forte. Uma chuva grossa, constante, que b**e no para-brisa como dedos impacientes. Você dirige devagar, os limpadores trabalhando em ritmo hipnótico, os faróis cortando a água que escorre pelas ruas. O céu está cinza-chumbo desde cedo. Você quase cancelou. Quase. Mas o corpo ainda lembra — o latejar entre as pernas, a vergonha que não sai da pele, o nome que escapou da sua boca enquanto outro homem te fodia contra a parede.
[Seu nome], a boa menina de sempre.