Eulália seguiu as instruções da enfermeira, trocando de sapatos e tirando a calcinha como se estivesse em transe.
A sala de cirurgia estava vazia, exceto pelos médicos, enfermeiros e equipamentos.
Alguém confirmou seu nome com ela, ao que ela respondeu como se estivesse em outro lugar, apenas com um “sim”.
Disseram para ela deitar na mesa cirúrgica.
Aquela mesa parecia uma cama de parto, com dois apoios laterais para as pernas.
Era fácil imaginar o quão humilhante e sem dignidade seria