O INÍCIO DO LUTO
Respiro fundo, puxando o ar de forma entrecortada, como se estivesse emergindo de um afogamento profundo.
—Tento desesperadamente recuperar o oxigênio que parece ter sido arrancado com violência dos meus pulmões.
O ar gelado da delegacia entra rasgando, e cada respiração dói fisicamente no meu peito, um lembrete amargo e constante da perda que me devora vivo.
Sinto meus olhos arderem com um brilho ofuscante e seco — uma mistura tóxica de lágrimas reprimidas e a realidade opr