Capítulo-2

               

  

   Nalla, ainda escutava os sermões  que sua mãe falava pelo  telemóvel,  a cada palavra  proferida  por  sua  mãe,  Nalla, revirava   os olhos entediada  embora  que não  concordasse com o tal costume, era sua obrigação segui-la.  Mas essa pequena consideração  de seguir  tal costume está por um fio  para ser quebrado, suspirando, Nalla responde  a fala  de sua  mãe  dizendo:

— Mamã , eu não  o amo, como poderei  viver com o homem  que não  sinto nada nem uma mera atracção?

— Ouça  o que está  a falar  minha  filha,   mulher  da nossa família  não  devem ficar solteira  e viver um vida de prostituição. — Disse Lola um pouco impaciente  tentado  convencer  a filha. —  Você sabe  que  nós  mulheres não  temos esse direito  de escolher  com  quem viveremos para o resto  da vida. Foram  sempre  os  tios  e assim sempre  será.  — Disse Lola, no tom de aborrecimento,  e na tentativa de convencer a filha do que acha melhor para ela. Entretanto, Nalla,   não  pensa do mesmo jeito que sua mãe,  és aí que Nalla, expõe do seu pensamento.  

— O problema é  mesmo  esse Mamã,  eu nem conheço ele como deve ser, não  sei nada ao seu respeito, sua família, nem os seu amigos… — Sua fala foi cortada por  Lola berrando impaciente:

— O que você quer dizer com isso? Hum, menina, cuidado  com  a língua. — Advertiu deixando Nalla aborrecida .

— Sim,Mamã  é  realmente  isso que  a senhora  está  a pensar. — As palavras  saíram como  um  alívio  mas também  com um grande  pesar.  

Nalla sabe realmente  o impacto  que suas palavras  tiveram  para sua mãe  e nem queria  imaginar  para o resto da família  que são  extremamente  tradicionais  e conservadores,  quebrar uma tradição ou um costume  de família  era algo considerado imperdoável  já  que  tudo  isso é  passado  de geração  em geração,  mas com  certeza  Nalla não  queria  fazer  parte disso. Ser prisioneira da sua família  e de um casamento arranjado.

Embora isso signifique ficar longe dos seus pais por algum  período,   Nalla arriscaria tudo.  Nalla é  tirada dos seus devaneios  por sua mãe  furiosa dizendo:

— Você só pode estar louca,  não,  você quer que eu morra né,  é  isso  ? Sua ingrata  seu pai nunca deveria ter deixado partir para Espanha,mas a culpa não  é sua mas sim do seu pai.— Disse Lola dramatizando toda a situação,  fazendo-se  de vítima. Nalla conhecia muito bem sua mãe e os seu truques.  

Enquanto  criança Nalla era manipulada por Lola, para obter  o que  tanto deseja  Lola, não  media esforço  nenhum e não  importava  se para ter os seus desejos e caprichos  realizados  usa-se sua família  ou sobrinha. E no caso   do casamento, trata-se portanto de dinheiro  que Nalla e sua  família  possuíam.  O que importaria  mais do que  ter um genro com imenso dinheiro? Nada  para  Lola o dinheiro  fala mais  alto que  o amor  a sua filha.

— Você quer que eu morra né,  é  esse seu  plano, eu sou sua mãe,  como pode fazer  uma desfeita dessa a pessoa que te deu a vida, Nalla. — Fala Lola, no tom de choro, fazendo Nalla retirar seus olhos mais uma vez, a mesma já conhece sua progenitora e sabia o quanto ela poderia ser dratmatica. 

— Mamã, por favor, pare com esse drama todo.— Disse ela, revirando os olhos castanhos. Pós terminar seu mata-bicho e arrumar  toda a sujeira  que fez ,Nalla caminha em direção  ao seu quarto ao chegar    seu corpo  atravessa  a porta a  mesma vai  direto  a cama e se  senta nela e de seguida  leva a mão  à cabeça desfazendo o coque  mal feito . A casa está  um  complemento  silêncio  mas não  um que a deixasse louca ou perturbada, pelo contrário  era algo bom.  O único som emitido é  pelo telemóvel onde a troca de mensagens  é  feita entre sim e sua mãe. 

— Drama! —Exclamou,  Lola furiosa. — Como  você  tem coragem  de dizer  que  estou a fazer drama pelas suas atitudes  inconsequentes  e imaturas? Se você  não  pode ter pelo menos responsabilidades  da sua própria  vida, eu sendo sua mãe  tenho a obrigação  de tê-la por ti.— Lola, asseverou palavras  ranhosa  e rancorosa, deixando Nalla um pouco  mal pelas palavras  proferidas  ao seu respeito. 

Nalla sempre foi  uma criança , adolescente e mulher  muito  responsável, isso graças  ao seu pai, pois ele desempenhava as duas funções de ser pai e mãe  ao mesmo  tempo, enquanto que Lola, vivia de família  perfeita  mas longe dela. Eram raras as vezes  que Nalla  ficava na presença  da mãe e sempre  com duração  de tempo. Sempre  que Nalla tentará uma pequena  aproximação,  Lola fazia questão  de impedi-la  com  a desculpa  de, uma mulher  não  pode ser filhinha  de papai e mamãe,  hoje em dia o jogo virou, as palavra  que antes deixam a filha cabisbaixa e triste  por não  poder ter sua mãe  perto já não  existem mais, hoje elas estão  sendo substituídas pelo valor  e princípios  de uma família,  costume tradicional esse que Nalla  não  teve  ou aprendeu  na base do seio familiar  como todas ao crianças  do seu país.

O pouco que Nalla teve que aprender  era com o seu pai, o mesmo  tinha toda a paciência  de cuidar e amar ela, e ainda ensinar tudo que Nalla sabe até  hoje. Após, uma viagem  de negócio, Nalla teve que ficar  com sua mãe,  a mesma ainda  teve a esperança que Lola exerceria sua função de ser uma mãe para ela. Mas infelizmente para a pequena Nalla, todos os dias eram como viver numa prisão, sem amor, carinho, com o tempo as coisas foram mudando e Nalla crescia, e uma brusca reaproximação de Lola, fez com o que o pequeno coração, de Nalla se acendesse, finalmente ela teria o que a tanto buscava ter.  Ingénua  e inocente  Nalla acreditava cegamente em tudo  que Lola dizia para a mesma.   Vendo carência  pelo afecto de uma mãe, Lola  usava isso a seu favor, jogando com sua cabeça  fazendo a mesma cair em seu jogos de manipulação. 

Segundo Lola, uma mulher da sua família  precisa de um  homem  e não um qualquer, seguir com a  tradição e costume da família era fundamental,  portanto Nalla teria que seguir tudo à risca as palavras  proferidas pela mãe. Durante o período que Nalla viveu com Lola, a mesma foi preparada para ser um boa dona de casa, a medida que Nalla crescia, a visão  que antes tinha dos seus costumes e tradições  foram ficando para trás,  já adulta aqueles pensamentos  que antes acreditava cegamente  que eram certos hoje ela vê que tudo foi passando de uma forma errada por sua mãe, que mulheres serviam pára  casar com homens  ricos  simplesmente, foi isso que atrai sua mãe ao seu pai. Como Lola sempre teve a ideia de casar-se com  um homem  rico  então  não  medediu esforço  para ter o que tanto  sonhara  com uma vida de rainha e foi isso que o pai de Nalla deu a ela. 

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